A puta – Momento obsceno e recorrendo a vernáculo

Estou a escrever sobre mulheres que decidiram que não seriam nem vítimas, nem coitadas. Em comum há uma história de abuso e de violência física e verbal.  É sobre a verbal que me vou debruçar agora, em traços breves, pois a palavra pode deformar mais que o soco.  Quando um homem (quando alguns homens para … More A puta – Momento obsceno e recorrendo a vernáculo

Machos latinos

1. Declaração de interesses: este é um tema que me deixa fora de mim. Falo da violência contra mulheres e de uma sociedade misógina em que os maus tratos ainda continuam a ser desculpabilizados ou tratados como uma ofensa menor. A cabecinha de muito boa gente (mulheres inclusive infelizmente ) alberga um macho que acha … More Machos latinos

A banalidade da morte como catarse

“Pelo Meu Relógio São Horas de Matar” é o título do novo álbum da banda rock  alternativa portuguesa  Mão Morta. No vídeoclip de” Horas de Matar” pode ver-se o vocalista Adolfo Luxúria Canibal de revólver na mão, disparando sobre bancários, padres, políticos. Pessoas que deixam de ser pessoas e são esvaziadas da sua humanidade, logo … More A banalidade da morte como catarse

O que vale uma vida? Não, o que vale a vida de uma negra?

“Não há nada mais triste do que enterro de pobre, porque pobre começa a ser enterrado em vida”.è com palavras que a escritora e jornalista brasileira Eliane Brum abre uma reportagem publicada em 1999, no jornal Zero Hora, de Porto Alegre. Cláudia da Silva Ferreira era auxiliar de limpeza, condenada a  vender   barato o seu … More O que vale uma vida? Não, o que vale a vida de uma negra?