Da grandeza: 

Hesitante entrou numa cadeia de fastfood alemã que serve peixe. Era um desses dias claros e de termómetro benevolente. A velha senhora era alta, vestida de branco. Cabelo alvo, penteado com aprumo e preso por ganchos. Encomendou a refeição e sentou-se, com dificuldade. Deve ter sido uma mulher belíssima. Ainda o é no Inverno da … More Da grandeza: 

As horas comuns

Num dia comum em Ajdabya, nordeste da Líbia, os homens que guardam o campo bebem e fumam cannabis. Depois entram no campo e escolhem o troféu que querem.  Ramya, uma belíssima eritreia de 22 anos conta “com uma arma apontada à cabeca não tens grande hipótese de resistir se queres sobreviver. Fui violada duas vezes … More As horas comuns

Conto de Ano Novo

Havia um muro de pedra que bordava o caminho. Bordava e ainda borda. Eu é não passo naquele caminho há muito tempo, nem vejo a silhueta do muro recortada contra o céu a despedir-se da noite. Nem prendo o olhar nas maçãs bravo-de-esmolfe, nos  medronheiros  ou no pessegueiro ao fundo. Era véspera de Ano Novo. … More Conto de Ano Novo

A puta – Momento obsceno e recorrendo a vernáculo

Estou a escrever sobre mulheres que decidiram que não seriam nem vítimas, nem coitadas. Em comum há uma história de abuso e de violência física e verbal.  É sobre a verbal que me vou debruçar agora, em traços breves, pois a palavra pode deformar mais que o soco.  Quando um homem (quando alguns homens para … More A puta – Momento obsceno e recorrendo a vernáculo