Crónica do Maputo – Do trombil aos finais felizes 

Acordei grata por a vida oferecer tão auspiciosos contrastes. Quem goste de recantos de ninguém e histórias deslumbra-se no Maputo, que é uma espécie de transfusão lírica no sistema circulatório mais céptico. E essas histórias vão mais além do que o quarto com cama de dossel que coube ou os magníficos crepúsculos da plácida esplanada … More Crónica do Maputo – Do trombil aos finais felizes 

Crónica de Maputo

O dia começou como de costume: o quarto a pegar fogo com a luz do sol. Não sei porque insisto em deixar uma frincha das cortinas, espessas, aberta. Ou sei, é por intermédio desse cumprimento matinal do sol, mais quente que uma colorida gele (pano de adornar a cabeça) que vejo a África mais de … More Crónica de Maputo

Até já 

Partir para o Índico a bordo de um avião que leva o nome do navegador português que dobrou o Cabo da Boa Esperança só pode ser um bom sinal. ( espero ter boas histórias para contar) 

“Sobrechão”

Contemplo a dança da luz sobre as flores das acácias. Deslumbro-me a olhar para o céu que parece dizer karingana wa karingana, eu vou contar um conto. Quase todas as fábulas ou nganos, contos tradicionais moçambicanos passados oralmente de geração para geração, começam assim. Os moçambicanos são dados a histórias, a nganos. Talvez porque estes … More “Sobrechão”

Mulheres de barro

  Entre as recordações mais felizes do meu tempo de escola contam-se as horas em me permitiram ser ceramista, sujar as mãos de barro, tocar a terra na sua essência e dar-lhe forma, como uma qualquer deusa menor. Deslumbram-me os ceramistas e fascina-me a moçambicana Reinata Sadimba. Pela obra, pela vida. Nasceu no Nimo em … More Mulheres de barro

Acácias rubras

Os cabelos esvoaçam-me entrelaçados pelos dedos do vento primaveril.  Sento-me no miradouro da Avenida Fredrich Engels, antiga Avenida dos Duques de Connaught –  em homenagem a Artur, o sétimo filho da Rainha Vitória – que será talvez uma das mais belas da cidade. Plena de vermelho das flores das acácias e ampla varanda, propensa à … More Acácias rubras

Em busca do tempo

Encontrar tempo para ir simplesmente dançar. Se tivesse um desejo livre era o que pediria. Na loucura desenfreada dos dias dei por mim a pensar na última vez que sai para dançar. Dei-me conta que foi no final de Setembro, em Maputo, e por um mero acaso. O avião da TAP falhou o voo, a … More Em busca do tempo