Dia D. Dia dela.

160 000 homens desembarcaram na praia de Omaha. E apenas uma mulher. Marta Gellhorn. Dois terços dos militares morreu, um terço sobreviveu. Um terço e Gellhorn. Antes de Svetlana Aleksiévitch ganhar um Nobel a escrever sobre a guerra no feminino, já Gellhorn o havia feito em “A Face da Guerra” e nas melhores reportagens de … More Dia D. Dia dela.

A Domadora pelos olhos do Zink

Helena puxando pela língua O que é a crónica? Boa pergunta. Vamos reformulá-la? Pode a crónica ser literária? Sim, pode. A prova? Eça, Ramalho, José Gomes Ferreira, Luiz Pacheco, Ferreira Fernandes, Miguel Esteves Cardoso, Lobo Antunes. Estes últimos, aliás, sofrem de uma maldição: muitas pessoas preferem-lhes as crónicas à obra mais séria, os romances. Se … More A Domadora pelos olhos do Zink

Da morte 

A vida é como navegar. Até se pode saber de cor as constelações e tirar azimutes, conhecer os ventos favoráveis, as correntes profundas, o recorte da costa, porém o mar esse permanece para sempre imperscrutável, imprevisível. Tudo o que nos resta como marinheiros é adaptar-nos e tentar tornar a viagem inesquecível. Ou afogar-nos. Nem sempre … More Da morte 

Suite francesa

Por esta altura multiplicam-se as listas dos livros do ano. O meu livro do ano é um extraordinário romance que me foi oferecido há três por uma amiga, antes de suicidar. Não tinha tido coragem ou a força necessária para pegar nele. É um livro sobre os abismos e a complexidade da alma humana e … More Suite francesa