Diz-me a música do teu telemóvel, dir-te-ei quem és

Corria a manhã amena, o banalíssimo quadro do quotidiano foi interrompido por erupções da fantasia mais delirante. E a culpa é dela, da S. que partilha comigo o gabinete. Do nada demos por nós na Buenos Aires do início do século XX, que se assemelhava a uma grande capital de província, povoada de imigrantes oriundos … More Diz-me a música do teu telemóvel, dir-te-ei quem és

Borboletas 

Tropecei numa pesquisa na internet neles: os confetti em forma de borboleta. Substituem o arroz que tradicionalmente se atira aos noivos à saída da igreja. Gostei tanto deles por tudo aquilo que evocam. O arroz é prosaico: um alimento, lembra a placa vitrocetâmica, a cozinha e a cozinha fica dentro de casa. A cor do … More Borboletas 

Novo, como usado

“Und wie du wieder aussiehst, Löcher in der Hose und ständig dieser Lärm/ Und dann noch deine Haare, da fehlen mir die Worte/ Must du die denn färben ?” . Em 2007 esta canção dos Die Ärtze estava no top alemão e era uma afirmação de protesto dos pais contra o look punk de um … More Novo, como usado

Viver num campo de refugiados: uma experiência na primeira pessoa

O campo de refugiados de Kakuma é uma cidade de cerca de 180 mil pessoas de 20 nacionalidades. É também o sítio mais extraordinário onde vivi em toda a minha vida. A cidade cresce todos dias.  Vista da janela do Dash que me transportou de Nairobi – e que chocalhava como um brinquedo de criança … More Viver num campo de refugiados: uma experiência na primeira pessoa