E o passado aqui tão perto

Abruptamente falamos do início do ano como se de um passado longínquo se tratasse e introduzimos palavras pouco usuais no nosso vocabulário: confinamento, desconfinamento, distanciamento social. Falamos do “R” como se fosse aquele tipo rezingão que ninguém suporta.

O que parecia impossível, aulas em casa, teletrabalho, fronteiras fechadas, aviões parados, tornou-se o possível.
As redes sociais tornaram-se ainda mais no café da esquina, onde se discutiu tudo, menos futebol, porque até o futebol parou.

As professoras da telescola chegaram ao programa da Ellen, a directora da DGS ( que raio de nome ) estará entre as 5 pessoas mais conhecidas de Portugal, com direito a crónica social do Hugo Van der Ding e redescobrimos pequenos prazeres como fazer pão, manteiga ou jogar às cartas.

Saímos à rua de máscara, resmungando mais ou menos, prescindimos do toque ( e como custa).

Olhar para Janeiro neste final de Maio é como tentar explicar a uma adolescente de 17 anos o que eram as páginas amarelas e que nelas se faziam pesquisas antes do Google.

Estranhos verões estes em que já não podemos trocar um doce por um beijo salgado sem pedir um teste negativo.


Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s