O Gosto pela Arte Islâmica

Entre as últimas peças adquiridas por Calouste Gulbenkian para a sua coleção de «arte islâmica» encontra-se um vaso de vidro, que tem sido interpretado como uma representação do poema sufi “A Conferência das Aves”. É a peça que encerra a exposição patente na Fundação Calouste Gulbenkian.

“A «Conferência das Aves» é uma parábola sufi escrita no século XII pelo poeta persa Farid al-Din al-’Attar. Nesta história, os pássaros de todo o mundo reúnem-se para eleger um soberano. Cada um representa um defeito que impede a humanidade de atingir a iluminação. A poupa, a mais sábia das aves, sugere que deveriam procurar o lendário Simorgh, que vive numa montanha distante. As aves embarcam, então, numa longa jornada através de sete vales, ao longo da qual têm de enfrentar árduas provas. Muitas morrem pelo caminho ou perdem a esperança, outras nem chegam a partir, com medo. No final da viagem, os trinta pássaros que sobreviveram olham o seu reflexo num lago. É então que percebem que o líder que procuravam era nada mais, nada menos, do que todos eles, pois Simorgh, em persa, significa trinta pássaros”. Gosto tanto desta metáfora.

(Hoje visitei a exposição com as teens que me embranquecem os cabelos e foi vê-las deslumbradas perante os artefactos e a consultarem no Google aquilo que não vinha nas explicações do museu. Não menos deslumbrada estava a Helena Araújo que por extraordinária coincidência encontrei de lupa na mão. O Karma é lindo)


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