Crónicas de viagem (3) – Postais de Nakifulube)

Almocei na berma da estrada (ugali, feijões guisados picantes, banana frita acompanhados pela inevitável coca-cola).

Estou alojada na margem do lago Vitória, o maior lago do continente africano, maior lago tropical no mundo e com uma área equivalente à da Irlanda. Um horizonte infinito.

Ontem tomei a decisão certa ao não ter continuado viagem. A “estrada” que conduz ao meu quarto é lunar, feita de pedras e crateras. Vim a balançar no jipe como se andasse de canoa no Nilo Branco que nasce aqui.

Tenho o luxo de uma cama, um mosquiteiro e uma árvore de Natal levemente inclinada.

Neste avesso de mundo vou trabalhar com jornalistas e refugiados no combate ao discurso de ódio e em trauma de guerra. Elas e eles vêm de seis países vizinhos em conflito e pós conflito e são eles que vão contar a sua história. Será um desafio trabalhar em inglês e francês simultaneamente. O desafio maior é o deles, o de atravessar fantasmas e tocar-nos a alma.

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