Borboletas 

Tropecei numa pesquisa na internet neles: os confetti em forma de borboleta. Substituem o arroz que tradicionalmente se atira aos noivos à saída da igreja. Gostei tanto deles por tudo aquilo que evocam. O arroz é prosaico: um alimento, lembra a placa vitrocetâmica, a cozinha e a cozinha fica dentro de casa. A cor do arroz, branco sujo, é triste, não deslumbra. O arroz é duro, magoa, penetra na roupa, incomoda. E o pior: o arroz não voa.

As borboletas são cor, liberdade, transformação, trazem nas asas a viagem. Se algum animal representa o amor é a borboleta. 

É uma velha questão: o arroz alimenta o corpo, a borboleta o espírito. O que é mais importante num casamento ? 

As borboletas não contem a obrigação da eternidade, nem o “até que a morte nos separe” mesmo quando a relação esfriou ou se tornou mais insípida que a cobertura de açúcar do bolo de noiva. As borboletas escolhem ficar quando podem partir, iluminam, não prendem e se presas morrem. O arroz ? É trivial, vulgar e só é bom quando solto. 

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