Da paciência como categoria política:

A chanceler alemã deixou decorrer 20 horas antes de se dirigir aos alemães. Muito tempo? Não. O adequado. Teve a serenidade para aguardar que as investigações da polícia clarificassem o ataque de Munique.
Na época em que vivemos com públicos (e alguns media) infantilizados que querem tudo e já, a paciência é algo que se desaprendeu.
O ataque de Munique enquadrava-se na narrativa de muitos: iraniano igual a muçulmano igual a terrorista. Ou admirador de Breijik igual a extremista de direita igual a terrorista. 
Só que este crime horrendo não é um acto terrorista. Não tem motivação política. Foi o acto de um lobo solitário que admirava por exemplo o atirador de Winnenden e outros atiradores que cometeram massacres em escolas alemãs (a Alemanha tem um triste historial nesta matéria).
Bem estiveram a polícia de Munique e os políticos alemães. Serenidade precisa-se. Só esta garante que não se instrumentalizam as vítimas. Algumas tinham a idade das minhas filhas. Estou profundamente triste.

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