Mariposas

O que se conserva de todos os caminhos debaixo da pele? E o que se faz deles quando se regressa à casa? São duas perguntas que me consomem. O jornalista, o repórter é um “fixador de instantes”. Instantes que na voracidade dos dias se esvanecem. Esbarram contra a indiferença ou fazem que alguns desviem o olhar, “é tão duro, que não quero pensar nisso”. 

Das muitas viagens a paraísos e infernos que ficou-me uma ambição: a de permanecer humana. E a de travar um combate contra o esquecimento e a injustiça. Mesmo sendo “chata”, profundamente “chata” ( como já me chamaram pela insistência na questão dos refugiados).
Tudo na vida é uma questão de escolhas. Esta é a minha. Mais do que “fixadora de instantes” quero ser “caçadora de mariposas”,nas palavras de Teixeira Gomes, sendo a mais preciosa delas a dignidade do Outro.


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