Saudade

Existir é um vasto exercício de pesquisar da vida um vago indício. Tudo é barro, à espera de escultura e que lhe comuniquem o sentimento do efémero. 
E  eu escultora débil me pergunto: se a saudade que tenho tua, não é mais que saudade nossa? 
E eu escultora débil me pergunto: se o efémero que se vive numa fracção de segundo mas com tanta intensidade não será eterno ?  

Vontade de chorar. Mas tão absoluta, que mordo os lábios repleta. 

(Onde estarás agora pai? Discutindo com Deus a desnecessidade da morte?)


4 thoughts on “Saudade

  1. O meu Pai já morreu há 35 anos e continua a fazer-me tanta falta como no primeiro dia sem ele. Foi só depois de ele morrer que eu percebi como ele era importante para mim, como ele me faz falta. E isto apesar de eu viver na Alemanha e ele em Lisboa. Mas eu sabia que ele estava lá, como uma árvore frondosa e silenciosa. E isso ajudava-me, dava-me força. Abraço, Helena.

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