Que venha o fim

Que venha o fim então. 
Belo como uma letra grega,
Como um punhal.
E corte as amarras que me prendem ao possível.

Não fique prisioneira das horas de ternura.
Se o amor aprisiona,
cerro os olhos para não ver o espectáculo do veleiro que parte.
Só necessito saber-te no vento agreste.

Que venha o fim então,
Porque é terrível escalar-te beijo a beijo e,
de súbito esquecer o tempo
em que mais eras mais do pele onde me dissolvia.

Que na minha solidão,
a seda do ventre já não pertença
A quem me rouba os sentidos e não dá trégua.

Que venha o fim então,
não quis a tua nudez, nem o instante breve da entrega,
quis que te despisses.

HFG

Advertisements

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s