Em busca do tempo

Encontrar tempo para ir simplesmente dançar.

Se tivesse um desejo livre era o que pediria.

Na loucura desenfreada dos dias dei por mim a pensar na última vez que sai para dançar. Dei-me conta que foi no final de Setembro, em Maputo, e por um mero acaso. O avião da TAP falhou o voo, a estadia prolongou-se por uma noite inesperada e a generosidade dos amigos acendeu-me a alegria de dançar. Na naquela noite na Baixa de Maputo, conduzida pacientemente por um francês, tentei  os passos das danças africanas. “Deixa-te levar ”, dizia-me com um sotaque mais doce que  macarons, enquanto deslizávamos.  Naquele terraço, sem querer demonstrar nada – e era impossível face à imponência dos pares que rodopiavam e se entrelaçavam ao ritmo da música –, sem olhar para quem dançava ao lado,  rodopiei e cacei a liberdade que anda tão rara em dias cheios. “Quem dança/Não é quem levanta poeira/Quem dança/é quem reinventa o chão”.

Enquanto estou em abstinência de viagens e entregue nas mãos de  tiranos, de seu nome planeamento de projecto e reuniões , aspiro pelo tempo para ir ao encontro do que é surpreendente, poder abrir portas e páginas. Até já, o Excel chama-me.

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