Não me respondas

Não me respondas
se as tuas mãos amantes
me buscam longamente
num amor sereno, sem tempo
se esqueceste que no fundo dos meus olhos habitam os teus .

Não me respondas
se sou eu quem vês
quando acordas feliz
se me encontras nas esquinas do mundo,
na chávena de café,
e me emprestas os lábios.

Não me respondas
se sentes a minha respiração
num abandono desordenado
à procura do abismo em ti.

Enquanto calas
eu, os meus poemas, a constante presença da tua saudade
bebem na fonte doce da possibilidade.

Não me respondas.

Helena Ferro de Gouveia, 2014

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