Eu, instruções de uso

Eu, instruções de uso:

Deixa-me conduzir o carro e escolher o vinho.
Não sejas meu pai, nem meu filho. Sê o meu melhor amigo. Conta-me os teus segredos.
Tem vida própria e deixa-me sozinha quando te pedir.
Leva-me à Ópera e a dançar marrabenta. Dorme comigo numa rede na selva. Dispenso o luxo, troco-o pelo (teu) tempo.
Faz-me rir. Fica ao meu lado (calado) quando eu chorar. Aceita que o Sporting é um amor antigo (e o iPhone o homem da minha vida).
Contraria-me (mas não exageres). Chama-me princesa. Rapta-me da rotina.
Gosta dos meus livros, do Caetano, do Drummond e de sexo. Lê comigo na cama.
Abraça-me pela manhã, abraça-me pela tarde, abraça-me à noite. Toca-me com suavidade (e mente-me dizendo que estou linda quando acordo com olheiras). Enlouquece-me. Enraivece-me. Faz-me cócegas (para podermos reconciliar-nos).
Deixa-me ser o teu porto seguro, massajar-te os ombros quando estás cansado, cozinhar para ti, sussurrar-te poesia ao ouvido, afagar-te os cabelos como a um menino.
Amar-te-ei sem defesas, mesmo nos dias em que acordo de mau humor (e acordo muitas vezes).

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