A comunicação é uma coisa tramada

Zoom in. Hora de almoço. Cantina cheia. O B, colega que tem uma bateria semelhante à do velhinho Nokia 3300 [100 horas de bateria, lembram-se? Isso eram tempos, cora iPhone, cora], faz uma pausa numa conversa sobre as directivas da política de cooperação orientada para os direitos humanos. “Preciso de te contar uma coisa”, diz baixando a voz e com um olhar comprometido. “Diz”, respondo e penso para os meus botões: “ele vai dizer-me que estacionou o carro aí uns 2 milímetros fora da linha”[vocês que não conhecem o B imaginem um alemão cruzado com um suíço calvinista]. “Fiz um teste de DNA”. Gasp. E agora o que é eu digo? O B é daqueles pais tardios para quem a filha é estrela polar e cruzeiro do Sul em um. “Mas o que te levou a isso?”. “Sempre quis saber”. Ai a minha vida. “E ?”, pergunto com receio. “Sinto-me assim … como traído?”. “Não estou a perceber”. “É assim, eu sempre pensei que a mãe dele…[dele? dele? Ai que a coisa está a ficar mais complicada ainda] que a mãe dele…[eu a entrar hiperventilação]. Bem eu sempre pensei que a mãe dele era um labrador”. “O quê? De que estás falar?”. “Do Sansão, o meu rafeiro, fiz um teste de DNA ao Sansão e descobri que ele é uma mistura de pastor alemão com um rafeiro que poderá ter como avós um ou uma labrador”. Ohmmmmm.

Eu juro que nunca mais me queixo se passar as minhas próximas horas de almoço a discutir os objectivos do milénio. Juro.

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