Mulher à beira de um ataque de nervos

Sem a minha Mami a minha vida, entre outras coisas, seria uma impossibilidade logística. É uma mãe fantástica e uma avó muito cool (Matilde dixit), mas tem um pequenino defeito: a teimosia. Pois bem, na lista de recomendações que deixei antes de viajar para Timor constava a alínea 23 “não tocar em podões, nem em nenhum tipo de objectos cortantes que possam causar danos irreversíveis no jardim”. É que a minha Mami, benza-a-Deus, tem talento para imensa coisa, porém é a pior jardineira que conheço. Planta na mão dela é como salário na mão do Vítor Gaspar, reduz-se, com sorte, ao tronco ou ao caule. “Tinha ali uns galhos secos”, é o mantra dela. Ohmmmm. Hoje ao passar revista às minhas árvores e roseiras fiquei à beira da apoplexia. Ramos e ramos evaporaram-se num passo de mágica, perdão de podão, deixando buracos irreparáveis que competem com os das escavações arqueológicas da Klecks. “Assim respira melhor”.
Eu não queria ser ingrata, adoro a minha mãe – que está neste momento a arrumar as bicicletas das netas – mas se souberem de curso de jardinagem para jovens de setenta anos ou me puderem indicar bonsais resistentes (muito resistentes, muitooooooo), esta vossa amiga agradece. Agora é melhor deixar o iPhone depressa porque a minha Mami está sozinha no jardim. Helppppp!


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