Post fútil: ou tinha de quebrar o silêncio e escrevi sobre comida

Conta-se uma anedota extraordinária acerca dos ingleses nas suas colónias. Quando o calendário marcasse o Outono na Inglaterra dos baús saiam roupas quentes, mesmo que na Índia ou no Quénia o mercúrio subisse bem acima dos 30 graus.

Quanto a vocês não sei mas nessas coisas eu sou britânica. É Primavera (bem isso no calendário, porque metereologicamente os 7 a 10 graus que se têm feito sentir em Bona lembram mais o Outono) e a Primavera é tempo de grelhados, indepentemente da tempertura ambiente.

Um grelhado é assim uma espécie de recapitulação da criação do mundo. Ora pensem bem: a salada é o jardim do paraíso (belo, puro e de tão perfeito sem graça), a carne é a Mulher (irrepetível, cheia de possibilidades, como disse o Veríssimo “nem mesmo Freud se arriscou a adentrar nessa seara. Ele, que estudou, como poucos, o comportamento humano, disse que a mulher era “um continente obscuro”) e a sobremesa o pecado original (face a uma mousse de maracujá a imortalidade é irrelevante).

“Love me little, love me long”, dizem os ingleses. E quanta verdade contém este provérbio. Os amores violentos, como o sushi ( arggg) é perecível. Já os amores calmos e menos óbvios, como os grelhados, são eternos.

Note to self: repensar esta minha costela britânica na próxima vez que tiver de enfrentar a intempérie, de galochas e chapéu de sol aberto sobre o grelhador. Ohmmmmm.

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4 thoughts on “Post fútil: ou tinha de quebrar o silêncio e escrevi sobre comida

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