A visita da Chanceler a Portugal I (ou modesto contributo para o entendimento dos povos)

Sempre sonhei ser inventora, tinha a pretensão suprema de criar qualquer coisa útil para a humanidade, a vida ( ou a falta de talento) devolveu-me o pragmatismo e sublimou-me o desejo de invenção através das páginas dos livros. Mas, o encanto pelo momento “eureka” manteve-se até hoje intacto. E explica parte do meu fascínio pela Alemanha.

A Alemanha é o país, não só dos filósofos e poetas, mas dos inventores. Muitos dos objectos que hoje povoam o nosso quotidiano foram concebidos por alemães.

Imagine que está sentado no sofá a ler um livro e a beber um chá, daqueles em saquinho. Com grande probabilidade saberá que devemos a Johannes Guttenberg o aperfeiçoamento da tecnologia de prensa móvel que possibilitou a impressão generalizada de livros, mas sabia que devemos os saquinhos de chá ou os filtros do café aos alemães?

Se antes de se sentar no sofá foi dar uma corrida e o seu calçado de desporto tem tiras de velcro saiba que foi um alemão, George de Mestral, que as criou em 1949, ahhh e o primeiro calçado desportivo digno desse nome foi desenvolvido em 1920 por Adolf Dassler (o fundador da Adidas).

Não foi correr, mas aproveitou o feriado para dar uma volta de carro e visitar familiares? Saiba que o deve a vários inventores alemães entre eles Karl Benz que em 1885 criou o primeiro motor de combustão interna de gasolina a quatro tempos, com a capacidade de atingir 16 km/hora.

Bebeu uma cerveja fresca? Sem o físico alemão Carl von Linde, que em 1876, inventou o frigorífico, não seria possível.

Lavou os dentes depois da refeição? A pasta de dentes, como a conhecemos hoje resulta do trabalho do farmacêutico alemão Ottomar Heinsius von Mayenburg.

À criatividade germânica devemos a aspirina e o MP3, o telefone e a televisão, o computador e o teste de gravidez, o café descafeínado e os foguetões. A lista é quase infindável. E a Alemanha é, há décadas, campeã mundial de patentes. Em poucos países do mundo se investe tanto em pesquisa em desenvolvimento e as universidades estão tão interligadas com a indústria e as empresas.

PS- E também descobriram as células de Merkel ( não da Merkel) que através das ligações sinópticas permitem distinguir através do tacto texturas e formas.

Este é o primeiro de uma série de posts a antecipar a visita da chanceler a Portugal. Se tem alergia não passe por aqui.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s