Abriu a primeira biblioteca pública da Guiné

HFG, Mercado do Bandim, Bissau 23.03.12

A capital guineense tem a partir de hoje a primeira biblioteca pública do país, um esforço de uma organização não-governamental (ONG) portuguesa que quer no próximo ano criar uma rede de bibliotecas itinerantes.

Sem cerimónia formal, a biblioteca, junto da Faculdade de Direito e perto de dois dos bairros mais populosos da capital da Guiné-Bissau, foi apresentada por duas responsáveis da ONG “Afectos com Letras” que com elas trouxeram 13.500 livros de Portugal. “Tivemos conhecimento nas nossas vindas anteriores, de missões solidárias
que fizemos, da falta que faziam livros em Bissau, da necessidade que os estudantes e a população em geral tinham de ler, e da vontade de ler”, diz Joana Benzinho, fundadora da ONG, acrescentando que o projeto teve o entusiasmo do anterior Governo e de doadores em Portugal.

Foi assim que numa campanha de três meses, dos 4.500 livros cedidos por uma biblioteca de Pombal se chegou aos 13.500 livros, hoje devidamente catalogados e arrumados numa sala cedida pelo Instituto Politécnico Benhoblô, perto dos bairros da Cooperação e Militar.

LUSA

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5 thoughts on “Abriu a primeira biblioteca pública da Guiné

    1. É uma excelente notícia Gi. Há tanta gente com vontade de ler na Guiné.
      Recordo-me que nas Oficinas de Língua Portuguesa ( um programa da Cooperação Portuguesa) havia alguns livros e revistas em português que eram “devorados”. Quantas vezes me comovi ao ver aquilo.

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  1. Boa noticia, sme duvida. Um obrigado aos responsaveis dessa ONG, obrigado Portugal. Um gesto desse, e’ o que mais precisamos na Guine.

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  2. É incrível, realmente! As irmãs com quem eu costumo trabalhar em Moçambique também têm uma biblioteca . Não tinham nem de perto nem de longe esses livros todos, deviam ser no máximo 1000 ou 1200. Mas chegavam a ter um movimento de 400 pessoas por dia, que iam consultar os livros, nem que fosse o dicionário. Era realmente essa “sede de saber” de que fala! Desde há dois anos também abriram um “cyber-café”, mas sem café… É a loucura!

    (um) beijo de mulata

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