Banalidades

O mundo não tem jeito mesmo, deixa o mundo para lá, diria o Luís Fernando Veríssimo. Deixo  por instantes o fio das notícias. O mundo que espere. Não há nada mais invejável do que o luxo de respirar fundo, fazer um ohmmmm e estar “nem aí”. Falemos então seriamente de banalidades. E o que há de mais banal (e fatal) do que as meias?

Em tempos, um homem inteligente, culto e com uma boa dose de charme, convidou-me para trocarmos umas ideias e bebermos um chá. Recebeu-me em meias. A conversa foi excelente. Mas, enquanto ele falava de Florença, cidade que contém a infinita possibilidade das palavras, feita de pedra e de rio, de génio e maldição, de usura, poder, desvarios  e beleza sublime (a Divina Comédia, O Anão, O Príncipe nunca teriam existido noutra cidade) eu olhava-lhe para as meias. Cinzentas, cor de rato, puídas, com quase buracos nos dedos. Foi a desilusão de um quase. Se Deus está nos detalhes, o sex appeal está nas peúgas, diria a Carrie Bradshaw.

PS- A culpa deste post cabe ao calor e à inspiração da  fotografia acima publicada, que é um gag extraordinário e simultaneamente um love killer, e me trouxe memórias “meísticas”.

Anúncios

7 thoughts on “Banalidades

  1. Hehehe… Realmente, que meias inacreditáveis. Engraçado como as meias das mulheres podem criar atmosferas eróticas e as dos homens podem destruí-las…

    Gostar

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s