Top 5 (pessoal) das coisas de que uma jornalista gosta

1. Café

Café

Em todas as suas nuances, bica, cappuccino, latte macchiatto, turco. É o companheiro fiel nos turnos da manhã na rádio. Uma arma biológica antes de conferências de imprensa aborrecidas especializadas. A saudade de trazer no bolso em lugares exóticos.

 

 

 

2. Bloco Notas

A memória do jornalista

Quando a discrição é uma máxima de sobrevivência para os jornalistas não há portátil ou gadget que lhe chegue. Gosto dos meus em formato A5, quadriculados. Para os apontamentos. Para as “to do lists”, para os números de telefone, para as citações. Guardo-os por países e revisito-os com frequência.

 

3. Breaking News

Adrenalina

A vida de um jornalista pode por vezes ser bastante rotineira. Telefonar às fontes ou enviar-lhes emails. Cruzar a informação. Reuniões de planeamento, reuniões de redacção. Ler “centenas” de comunicados de imprensa, alguns de bradar “what the hell…”. Escrever as peças, rever as peças, reescrever as peças. Bloggar. Ir a conferências de imprensa em hotéis. Ir a conferências de imprensa na ONU, ir a conferência de imprensa nos ministérios, ir a conferências de imprensa nas ONGs.

Isto até surgirem as palavras mágicas “breaking news”.  Que nos levam voluntariamente a situações perigosas, a lugares desagradáveis, malcheirosos, a correr para uma zona de guerra ou de catástrofe quando todos fogem na direcção inversa. São essas duas palavrinhas que nos recordam porque é que nos tornámos jornalistas.

4. Coleccionar acreditações

São uma espécie de medalhas ao peito. I was there. I survived. Eleições presidenciais, viagens oficiais, enviados especiais, cimeiras ambientais, deslocações papais, chatices monumentais.

 5. O senhor Vierschilling

É  responsável pelo material de reportagem na Deutsche Welle. Consegue arrumar milagrosamente – e ignorando estoicamente o excesso de peso – dentro da mala de cabine a antena de satélite, o telefone de satélite, o Codec, os cabos, os adaptadores, o Marantz, os microfones e toda a parafernália  que um enviado especial necessita. Nunca consegui repetir a proeza após  o controlo de segurança dos aeroportos. Depois de precisar de tabuleiros de plástico sem fim para pôr a tralha toda e explicar, fronteira atrás de fronteira, o  porquê de carregar voluntariamente equipamento que asseguraria a qualidade técnica da reportagem até em Marte, fico “séculos” a tentar encaixar as peças do puzzle na mala. A minha cabeça não é alemã…

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