Aqueles dias

Não sei: já ao acordar estava triste, como escreve Álvaro de Campos. Há dias assim, em que só quero o sossego que me é negado. E um céu azul, límpido. Sem rendilhados de chuva nas janelas.

Apetecia-me um dia sem jornais. Sem tragédias longínquas, tão longe e tão perto, sem os gregos e sem a Merkel, sem demissões presidenciais em pleno Carnaval, sem esse país nocturno em que se tornou Portugal. É um devaneio egoísta, eu sei. Mas perante isto, o que fazer?

Escrever, resistir, evocar a beleza  e a música que ainda há, contar os dias para partir de viagem. E, apesar de tudo, contra tudo, amar a vida. Sorrir. Mesmo nos dias tristes.

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