“Quem sou eu de facto e o que me impede de ser eu mesma?”

Quando se fala das escritoras mais notáveis da Alemanha do pós-Guerra, seu nome figura entre os primeiros. Christa Wolf faleceu em Berlim, aos 82 anos. Como poucas soube abrir espaço, através da linguagem, para uma nova consciência de género.

As feministas dos anos 1970 e 1980 encontraram nos seus romances material para a procura da própria identidade. Uma vez que na obra de Wolf , as mulheres estão sempre foco das atenções: mulheres que se sentem estranhas, que se sentem “outras”, não ajustadas em um mundo dominado pelos homens, mulheres devoradas por tormentos interiores.

Vencedora do Prémio Nacional na ex-RDA e do Prémio Georg Büchner, na RFA , além de membro da Academia das Artes tanto de um lado quanto de outro do Muro , Christa Wolf foi durante muitos anos uma das poucas vozes lidas e reconhecidas nos dois países.

Caiu em desgraça quando se soube que foi informadora da Stasi, a imprensa colocou-a na categoria de “has been”. Após o exílio voluntário na Califórnia voltaria a Berlim onde continuou a escrever até a morte lhe colocado o ponto final.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s