Quinta-feira de manhã, acordei num país onde o jornal de maior circulação nacional, o Bild, exige na primeira página que se dê aos alemães o direito de dizer se querem continuar a ajudar a Grécia. “Estamos fartos! Frau Merkel, nós também queremos um referendo”. Algo que a Lei Fundamental alemã não permite em consequência do nacional-socialismo.
Dando o devido desconto às diatribes do Bild, a verdade é que elas são sintomáticas de algo mais profundo e perigoso para a Europa: um mal estar difuso e em crescendo dos contribuintes alemães. Não é “nacionalismo”, nem egoísmo. Na confortável Alemanha também existem bolsas de pobreza – concretamente 12,6 milhões de pessoas vivem abaixo do limiar da pobreza – e pessoas a recolher comida de caixotes do lixo.
Quem ouça as conversas de café, quem esteja atento aos sinais da rua ou mesmo quem leia comentários nos jornais de referência apercebe-se que os alemães “comuns” estão cansados de desempenhar o papel da tia rica, aquela a quem toda a gente vem pedir dinheiro, mas de que não se gosta verdadeiramente e não se perde a ocasião de maldizer. Como escreve o Pedro Rosa Mendes ” a ingratidão é o direito humano dos indigentes”. E os alemães estão a ficar cada vez cansados e com menos paciência.
Isso. E o mesmo se aplica as queixas que eles fazem a falta de integracao da comunidade imigrante, leia-se turcos. Mesmo os que podem ter razao de queixa, simplesmente nao podem falar.
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Não lhe doam as mãos para denunciar, com evidente clarividência, as ingratidões de tanta gentinha que tem vindo a viver à grande e à francesa à pala do suor dos trabalhadores alemães e, ainda por cima, gentinha ingrata essa que morde a mão de quem lhe estende a esmola.
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Li o seu texto mas permita-me discordar um pouco, se a Alemanha é a “tia rica” em muito o deve ao imenso mercado que a UE lhe concedeu e para onde pode exportar produtos e assim enriquecer, há 20 anos em Portugal não tinha-mos como ainda hoje não temos um grande ordenado mínimo, nem era-mos muito ricos, mas tinha-mos empresas e emprego quantas dessas empresas não faliram pois não podiam competir com a mercadoria mais barata que vinha de fora? Países como a Alemanha e não só investem milhões em agricultura por exemplo 6,1 mil milhões de euros anuais segundo um artigo da revista super interessante, Portugal investe apenas 1,4 mil milhões segundo o mesmo artigo, ora não podem os nossos agricultores competir com tamanha disparidade e claro muitos deles enfrentam dificuldades e o sector não evolui, o mesmo se passa noutros sectores, o euro mais veio facilitar as trocas mercantis e contribuir para o afundar da nossa economia. Se agora estamos a viver a custa de alemaes e franceses foi porque eles assim o quiseram e porque acho que não contaram com a ascensão de países como a china…
Nada tenho contra os países que referi no entanto acho que esta ideia de UE em muito os beneficiou e não sei o quanto nos te-ra beneficiado a nos, será que se não tivesse-mos entrado para a UE estaria-mos assim tão diferentes do que estamos hoje?
O futuro o irá mostrar se esta Europa tem estrutura e é de facto uma união ou se e apenas o dinheiro a falar como eu acho mais provável e que quando isto der para o torto, seja se a Espanha e Itália se afundarem não temos aí um nova grande guerra, e a historia gosta muito de se repetir…
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Nuno:
Que raio de ‘pretuguês’ é este: “era-mos” “tinha-mos” “tivesse-mos” “te-ra” e por aí fora!
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