Nota breve da Alemanha

Se a produtividade da zona euro se medisse em cimeiras – a 17 e a 27 – os problemas da Europa estariam resolvidos. À cimeira de domingo, a tal onde se esperava um “acordo final”, suceder-se-á a “decisiva” de quarta-feira.

Para irritação de muitos, qualquer decisão dos líderes terá de contar com o beneplácito do Bundestag alemão. Pois é, a democracia – que alguns comentadores tendem a confundir com “a intransigência alemã” – tem destes incómodos: o dinheiro dos contribuintes* é para ser levado a sério. Muito a sério. E quem paga a orquestra escolhe a música.

O programa de Berlim é simples e brutal: disciplina e austeridade. Was sein muss, muss sein.

* 58 por cento dos alemães, segundo uma sondagem do Instituto Allensbach, considera que a chanceler não está a fazer o suficiente para defender os interesses nacionais e apenas 9 por cento acredita que as medidas a ser aprovadas na cimeira de 26 de Outubro serão suficientes para resolver a crise da dívida.

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