Roda-viva

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mais eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Chico Buarque de Hollanda

PS- Porquê este poema perguntam-me?

Simples. Chego de viagem. Quatro países, dez aviões. E mal ponho o pé na rádio o mundo desata-se. Um ditador, o “rei dos reis” africanos, esconde-se na canalização e morre a morte dos danados. Ou das ratazanas? Os sírios sairam a rua, como todas as sextas-feiras, e a rua manchou-se de sangue, como todas as sextas-feiras. Assad é o senhor que se segue.

A Somália desfaz-se. O Paquistão desfaz-se. O Iraque desfaz-se. A Europa não sabe se se há-de desfazer. Faço um zoom sobre as notícias. O mundo anda numa roda-viva. O complicado não pode ser simples, mas podia ser menos complicado do que o que parece. Falta-me a lucidez e o tempo para escrever no blog. Penitencio-me com as palavras do Chico Buarque.

 

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