Jetlag

Há uma expressão inglesa que descreve na perfeição o modo como se sinto: “useless as a Chocolate Tea Pot”. O jetlag deixa-me sempre assim. Como se vivesse a vida em diferido. Acordei cansada, rectifico, não acordei porque não dormi, consumi uma Instyle e uns capítulos do Vargas Llosa. Da cama, passei para o carro, do carro para redacção. E a actualidade – Líbia, Síria, Angola, o euro e a Merkel, a Merkel e o euro – não se compadece com o meu jetlag…
Não se pode rodar a seta do tempo para trás, encostar um búzio ao ouvido para ouvir o mar distante e roçar a praia cor de açúcar queimado. Ou descer as Colinas de San Francisco e enregelar-me com a brisa.
As férias desapareceram pela magia de um verbo. Acabaram. As malas estão desfeitas, as roupas arrumadas, as fotografias copiadas para o laptop, as aulas começam dentro de um dia.

Não existe mais bela desolação que o regresso de férias.

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