O Google, ai o Google

Mais do que memorizar dados, as pessoas memorizam o local onde podem aceder aos mesmos rapidamente, revela artigo da Science, citado pelo Público.

Compreendo o entusiasmo com o Google, mas (desculpe sim…) não o partilho integralmente. O Google é sem dúvida um instrumento de pesquisa indispensável, ao alcance de qualquer smartphone, prático e que não brinca em serviço. Mas, para mim, isso não é suficiente referência para a qualidade ( e acuidade) das suas informações. Não dispensa a leitura, o cruzar de informação, o enquadramento, a análise.  E claro a reflexão, que não está à distância de um clique. Nem de um copy-paste…

 

 



10 thoughts on “O Google, ai o Google

  1. Não percebo o teu argumento. Parece-me que quanto mais extensiva e profunda for a recolha de factos, melhor a possibilidade da reflexão e do enquadramento produzirem resultados inteligentes. Se há informação menos fidedigna no google, isso aplica-se igualmente a outras fontes. E o google é apenas mais uma. Que tem, isso é certo, a grande vantagem de ser democrática (e não é só o google, claro, o conhecimento espalhado pela net não se resume a um motor de pesquisa). O importante é que o conhecimento deixou de ser o privilégio de uns poucos que podem comprar informações caras na forma de livros, e outros, e passou a estar ao alcance de toda a gente (mais ou menos, claro, mas para lá caminhamos). Isso só pode assustar quem tem medo de perder tachos.

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  2. Cristina, o que preocupa no Google e o facilitismo.Acho que pode ser um excelente ponto de partida mas não dispensa outras fontes. O perigo reside no facto de muitos confiarem cegamente no Google e não se darem ao trabalho de ir por exemplo a Bibliotca ( que também e democrática e gratuita, concedo que e menos pratica). Conheço tantos casos onde o Google induziu em erro quem não filtrou a informação e o pior e ela veio plasmada nos jornais.

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  3. Concordo que há muito mau jornalismo, mas isso não é a culpa do google, é a culpa do jornalista. O google é uma ferramenta que permite buscar informações. Ao contrário de um jornal, que também é uma, ele aoenas aponta para as informações que há. Cabe ao utente fazer a distrinça. Um mau jornal é mais grave, porque tem a responsabilidade pelos conteúdos que publica. Enquanto um utente sabe que tem que ter cuidado nas infirmações que colhe na internet, tem mais a tendência de acreditar no que vem no jornal, porque esse – supõe-se – verificou as fontes, cruzou os testemunhos e etc. e tal. O google não induz em erro, o erro é da completa responsabilidade de quem o comete.

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  4. Ok, mas olha que isso de me provocar não é nada fácil. Mais interessante seria perceber se concordas com o que disse? E se não, porquê?

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    1. Concordo com grande parte do que tu dizes.
      O Google não é responsável pelos disparates que se escrevem e se publicam. Essa responsabilidade é individual como tu sustentas e bem. Agora aquilo contra o que me insurjo é o jejum de pensamento que o facilitismo de “gloogar” possibilita. Talvez todo o utilizador da internet saiba que a informação tem de ser filtrada , mas nem de longe todos o fazem (seja por preguiça, por incúria, pela confiança cega no paradigma tecnológico ou por simplesmente não terem as ferramentas intelectuais/teóricas/de conhecimento necessárias para o fazer). Sou a primeira a saudar o conhecimento disponibilizado na internet ( como tu dizes de forma democrática e gratuita) mas para poder usufruir desse conhecimento é preciso , tal como nas formas clássicas de obtenção de conhecimento( a biblioteca, a livraria), ler. E é essa leitura (para além dos primeiros três parágrafos…)que se faz cada vez menos e menos. Cai-se na tentação de pensar que a informação está sempre lá disponível, o que implica que não a memorizemos e que muitas vezes no nosso quadro de análise ela não surja como recurso. A memória funciona como uma cómoda. Se não arrumas a roupa nas gavetas quando vais à procura da tshirt “certa” para combinar com as calças pode ser que não as encontres e faças uma combinação menos feliz ou não a faças de todo. Pensando no jornalismo e na pressão do ditador tempo esse perigo real inquieta-me.

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  5. sim, de acordo, mas isso aplica-se também a todas as outras fontes de informação. Tanto faz se é o google, a wikipédia, a televisão (ora aí está um belíssimo exemplo universal de uma fonte de informação concebida expressamente para nos aparvalhar), livros (já viste o que lê a maioria e a qualidade da maioria dos livros que é publicada no mundo?) etc. Por isso não percebo porque é que inisistes que o google é que é nocivo. Não é, e as suas vantagens são enormes. Se há falta de discernimento, ela não se aplica apenas a uma possível fonte de conhecimentos. E precisamente por esta ser tão aberta e (quase) gratuita, sempre há a possibilidade de alguém que use o motor da busca, por muito atrasado mental que seja, ir iandvertidamente parar a uma página com informação séria 🙂

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  6. Cristina eu não insisto que o Google e afins são nocivos.A minha tese é que essas ferramentas de pesquisa convidam à preguiça intelectual. Sustento que elas são importantes, diria mesmo indispensáveis, mas não dispensam o conhecimento adquirido de forma “clássica”, aquele que retemos na memória.

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