O fim das “farmácias” de rua na Guiné-Bissau

A tendência quando se fala de alguma coisa para nós inteiramente nova é compará-la com algo que já conhecemos. Com que se parecem as “farmácias” de rua de Bissau? Com o troca-que-troca nos musseques angolanos? Com os mercados portugueses? Desenganem-se os comparadores. Não se parecem com nada, são expressão da originalidade guineense, feitos de necessidade. Obedecem à lei da oferta e da procura.

Nas ruas de Bissau com facilidade se compram medicamentos a “empresários” de berma. Os preços são mais baixos que nas farmácias, variam entre 1 a 3 euros. É claro que este negócio termina mal, mortalmente para alguns.

A campanha da policia judiciária guineense contra este negócio perigoso é um ponto de exclamação. Uma espécie de intrusão do bom-senso na desordem geral. Numa entrevista à Deutsche Welle o director-geral adjunto da PJ, Edmundo Mendes, não divulgou a quantidade de medicamentos apreendidos nem o número de infratores detidos pela polícia, mas sublinhou que tudo está a ser feito de acordo com a lei do país. De acordo com a legislação penal guineense, lembra Mendes, “a comercialização de medicamentos por pessoas sem as habilitações necessárias é proibida”.  Certo. A medida é exemplar. Só falta por um ponto final na miséria em que vive mergulhada a maioria da população, acabar com o flagelo dos salários em atraso. Só assim desaprecerão de vez  as “farmácias” de rua.

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