Memória

Li o diário dela aos 14, 15 anos. Falava-me de um mundo sem sentido, que eu não compreendia bem. Fez-me rir, fez-me chorar e fez-me cair no buraco do horror absoluto, mesmo sabendo como Alice “que para voltar à realidade me bastava abrir olhos”. Insustentável leveza da escrita. Noite após noite interroguei-me sobre o significado daquilo tudo. Ainda hoje não sei a resposta. Não ma deram os historiadores, nem os Läger que visitei.

O nazismo continua a ser um um acontecimento singular, único, um ponto zero da história que é preciso conhecer para que nunca se repita. Professo o Nie wieder Auschwitz e a ela devo  uma das maiores lições da minha vida, a de que , no matter what,  para cada pessoa há um nome.  Hoje é dia de lembrar o seu.

Anne Frank começou a escrever o seu diário a 14 de Junho de 1942.

Quando eu morrer voltarei para buscar / os instantes que não vivi junto ao mar. 

Sophia de Mello Breyner Andresen

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