Ir depressa para lado nenhum

O jornalismo contemporâneo com a sua utopia tecnológica e o seu vício pela velocidade caminha a passos largos para se transformar numa linha de montagem de notícias, onde o espaço para a análise, para a investigação é cada vez mais diminuto. O jornalista que sujava os sapatos parece ser uma espécie em vias de extinção. A este propósito vale a pena ler uma inteligente sátira à voragem, ao culto da velocidade, que enferma  o  jornalismo moderno, escrita pelo antigo jornalista do The Wall Street Journal, Dean Starkman.

Neste artigo Starkman considera que esse culto da velocidade uma é espécie de “ hamster wheel”, roda do hamster, que gira e gira e não sai do mesmo lugar. “Estamos a ir para lado nenhum mais rápido”.

O artigo dá logo de início uma série de exemplos esclarecedores. Por exemplo o correspondente da NBC na Casa Branca, Chuck Todd, “num dia normal, faz oito a dezasseis entrevistas para a NBC ou a MSNBC”, sem contar com os “tweets”, os “posts” no Facebook e nos blogues. Ufffffff

Ou seja, produz-se cada vez  mais “informação” e pior jornalismo. E a tendência é global, com honrosas excepções.


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