A cadeira vazia

 

Uma  cadeira vazia  simboliza o lugar que hoje  estará por preencher, em Oslo, na cerimónia da “entrega” do Nobel da Paz 2010, a Liu Xiaobo. Cerimónia a que o filosófo “subversivo”  faltará por ser mantido como prisioneiro político na China. Já aqui escrevi que Liu Xiaobo paga o preço da coragem, mas nenhum poder o fechou. Liu é um homem livre. Ao contrário dos representantes dos países que optaram por boicotar a entrega do Nobel vergando-se ao sucesso do  “mao-capitalismo ” de uma ditadura vestida de Armani.

Se a ausência de alguns não surpreende, a distopia moral de outros, como Timor-Leste indigna-me. A reacção da China contra Liu é similar à do antigo presidente Suharto quando em 1996, Ramos Horta e Ximenes Belo foram nomeados para o Nobel. ” Horta não representa ninguém, excepto ele próprio e um pequeno grupo de exilados. A maioria dos timorenses  optou pela integração na Indonésia”, escreveu-se na altura. Horta e Belo eram “subversivos”, como Liu. 

 Neste mundo cínico a solidariedade, a generosidade e a gratidão estão em minoria.

 


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