Timor Ano Oitavo

Passados oito anos sobre a restauração da independência de Timor-Leste, o Presidente da República salientou hoje, no discurso das comemorações, que há sonhos por realizar, alcançáveis pelos timorenses, e pelos quais prometeu continuar a lutar.José Ramos-Horta falou dos seus “sonhos de uma sociedade livre, em que todas as formas de violência tenham desaparecido, onde os afortunados partilhem com os mais carecidos e em que ninguém adormeça com fome”.  O Presidente lembrou “os heróis e mártires, aqueles que durante 24 anos lutaram, sem nunca perder a esperança”, mas também a Igreja Católica, “pelo contributo espiritual e todo o outro apoio que deu à luta pela libertação”. “Sei que os meus sonhos são realizáveis. Sempre que chamados a isso,demonstrámos que podemos ser, e sabemos ser, pacíficos e generosos. Por isso, sei que são alcançáveis os sonhos de “Díli, Cidade da Paz” e de “Timor-Leste, Uma Ilha de Paz”. Neles vou continuar a persistir. Será uma contribuição de Timor-Leste para a Paz, na Região e no mundo”.  

Ramos-Horta não deixou de assinalar que a segurança melhorou, com poucos incidentes graves e a criminalidade baixa, mas observou que não se pode ainda dizer que esteja consolidada. “Enquanto não tivermos uma força policial totalmente profissionalizada e de confiança no seu comportamento é difícil dizer que está consolidada”, disse.  Segundo o Presidente da República, ao fim de oito anos, os desafios que Timor-Leste enfrenta “continuam os de sempre: a luta contra a extremapobreza, a redução do desemprego e maior apoio à Educação”.”Temos uma população bastante jovem e numerosa, com crescimentos demográficosdos mais elevados do mundo, e isso significa que é preciso maior investimento na Educação, na Saúde e nas infraestruturas”, referiu.”Dos cerca de sete mil quilómetros de estradas que temos, cerca de 70 por cento estão em total degradação, sem que tenha havido um esforço sério de manutenção e modernização durante os últimos anos”, acrescentou o Presidente. Para o Chefe de Estado, é também preciso “aprofundar a paz, a cultura democrática e o Estado de direito”, mas a paz “anda em paralelo com a criação de emprego e a redução da pobreza”.  

LUSA  


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