Falemos de liberdade de expressão

A família aspirava a vê-la casada, mãe de família. Ou vê-la chegar cedo a casa, para evitar os comentários dos vizinhos. Não foi esse o caminho que escolheu. No campo de refugiados de Balata, em Nablus, na Cisjordânia, Nayla Khalil é uma mulher diferente. Uma mulher ameaçada e admirada.

Nayla é uma jornalista, de pouco mais de 30 anos, que recebeu em 2008 o prémio Samir Kassir da Comissão Europeia. Este prémio, que traz o nome do jornalista libanês assassinado em 2005, é um prémio para a liberdade de expressão. Mereceu-o por um artigo feroz onde denunciou as detenções arbitrárias e as torturas praticadas pelas duas principais forças políticas palestinianas, o Hamas e a Fatah. Uma investigação jornalística que é uma dolorosa caminhada pelas rotas da injustiça e da ignomínia. Nos territórios palestianos as mulheres jornalistas sofrem vários tipos de pressão. A profissão continua a ser vista como um reduto masculino. E mesmo aqueles que aceitam mulheres no sector dos media dificilmente entendem as dificuldades quotidianas que elas enfrentam. Apesar do vento adverso, as mulheres vão abrindo o seu caminho incentivadas pela coragem de algumas como a jornalista Nayla Khalil.

A  reportagem completa está aqui:  Nayla Khalil


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