A encruzilhada europeia

 A Europa “está numa encruzilhada e não deve ter ilusões sobre a gravidade da sua situação“. Palavras de Angela Merkel , hoje, durante a primeira leitura no Bundestag, da lei sobre a ajuda de emergência à Grécia. Segundo a chanceler  “chegou o momento” de a União Europeia e a Zona Euro “decidirem se querem trilhar o rumo do passado, em que muitas vezes não enfrentaram os problemas e não os resolveram, ou fazer uma “análise implacável” – ou não fosse ela doutorada em Física – da sua situação e tirar as devidas consequências.”Só assim sairemos do círculo vicioso de problemas e serviremos o bem-estar da Europa e da Alemanha”, advertiu.Deixando bem claro que she wants her money back! a  chefe de Governo lembrou, uma vez mais  que Berlim só concordou com a ajuda financeira à Grécia depois de cumpridas quatro condições, nomeadamente a falta de acesso da Grécia ao mercado de capitais, a adoção por Atenas de um rigoroso programa de austeridade, a inclusão do Fundo Monetário Internacional (FMI) nas negociações do programa de apoio e, sobretudo, a necessidade de defender a estabilidade da moeda única.

Lançando uma farpa para a bancada da  oposição, Angela Merkel disse que  a decisão de admitir a Grécia no Euro, tomada em 2000 pelo anterior executivo de sociais democratas e verdes, “foi uma decisão política”.

Para Merkel uma  das lições a tirar da crise grega é a necessidade de rever o pacto que liga os países da zona euro. Berlim fará propostas para punir mais duramente os países que violarem o Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC), e os chamados critérios de Maastricht, incluindo o corte de fundos europeus e a retirada temporária do direito de voto. Simultaneamente, afirmou que é preciso “continuar a fazer o possível para combater a especulação” nos mercados de capitais e repor o primado da política sobre os referidos mercados.

A Alemanha irá exigir também dos bancos e dos credores da Grécia que assumam as suas responsabilidades, “de que não poderão esquivar-se”, mesmo que se disponham a participar financeiramente no pacote de ajudas a Atenas, sublinhou Angela Merkel. A lei sobre os créditos de 22,4 mil milhões de euros à Grécia a conceder pela Alemanha, até 2012, como parte da ajuda de 110 mil milhões de euros negociada com Atenas pelo FMI e pela UE, será votada na sexta feira no Bundestag. A oposição social democrata e ambientalista já sinalizou que votará a favor do diploma ao lado do Governo democrata cristão e liberal, embora exija um maior envolvimento dos bancos.


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