Ai os gregos…

 

O ministro das Finanças alemão,  Wolfgang Schäuble, preveniu , numa entrevista publicada hoje pelo  diário regional Rheinische Post, que “se houver falhas na aplicação do programa de austeridade” definido pelo governo de Atenas, pelo FMI e pela Comissão Europeia, ” o pagamento dos créditos será imediatamente congelado. Atenas está obrigada a aplicar o programa”.

Na mesma entrevista o ministro propõe que se  crie um processo de falência para Estados na Europa, “que não ponha em risco toda a zona Euro”. Schäuble salientou que o grupo de trabalho da União Europeia para analisar a necessidade de eventuais alterações ao Pacto de Estabilidade e Crescimento “tem de criar” um tal processo e propor também “sanções mais duras” para quem violar os  Critérios de Maastricht. Este  grupo foi proposta em Março pela Alemanha, é formado pelos ministros das Finanças dos 27 e presidido pelo presidente do Conselho Europeu, Hermann van Rompuy. “Os países membros que violarem as regras não devem receber verbas do fundo de coesão durante algum tempo e temos de pensar também como é que, em última análise, países membros podem entrar num processo de falência sem que a zona Euro no seu todo fique em risco”, afirmou. O ministro alemão considerou também a retirada temporária do direito de voto a Estados da UE prevaricadores “uma medida adequada” para punir a respectiva indisciplina orçamental.

Entretanto as más notícias relativas à Grécia não ficam por aqui. A Grécia pode necessitar de mais de 30 por cento de ajuda para além dos 110 mil milhões de euros do plano de resgate acordado entre o país, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI), escreve hoje o jornal alemão Bild.  O secretário de Estado das Finanças da Alemanha, Steffen Kampeter, terá informado a comissão parlamentar do Orçamento que as necessidades financeiras da Grécia podem ser, afinal, de 150 mil milhões de euros até 2012. O jornal cita testemunhas presentes na reunião para afirmar a necessidade de mais 30 por cento de ajuda ao país, sob pena de o Governo grego ter de voltar a recorrer aos parceiros comunitários e ao FMI.   


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