1 de Maio, dia do trabalhador, que o digam os polícias

Foto de uma agente berlinense equipada para o 1 de Maio.

Na Alemanha o dia 1 de Maio transformou-se no dia do caos e das batalhas de rua entre a extrema-direita e a extrema-esquerda. O discurso dos lugares-comuns, o lirismo da vulgaridade das manifestações pacíficas é substituído por uma decadente orgia de violência para turista ver e fotografar. Ao abrigo da noite incendeiam-se caixotes do lixo, carros e pneus. A diversão favorita dos “revolucionários” neo-marxistas e neo-nazis coincide: agredir o maior número de polícias possível. No ano passado ficaram feridos 479 polícias.

A televisão, omnipresente e omnipotente, definindo e autorizando comportamentos, tem atirado pás cheias de terra para a campa do 1 de Maio, ajudando a enterrar a dignidade do feriado e os bons propósitos dos desfiles serenos.

Este ano  esperam-se em Berlim dez mil “vermelhos” e três mil fascistas. Há semanas que ambos os grupos se provocam na internet. A polícia vai estar de prevenção com quase seis mil agentes. Aos extremistas acéfalos, que têm o duvidoso mérito de tornar o 1 de Maio num festival de violência, juntam-se nos excessos pessoas “normais” , estudantes e funcionários cinzentos. A obsessão pelo espectáculo e a facilidade do espectáculo decretam uma espécie de “férias” anuais na consciência destes cidadãos normais. O mal é mesmo assim : banal como eles.


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