Varsóvia é uma igreja

Não há vida

Que não possa ser imortal

Nem que seja por um momento

 Wislawa  Szymborska

 

 

 

No universo poético da Nobel polaca Wislawa Szymborska a morte é domesticável. Uma linha entre o tempo e a ausência dele. Ninguém tem todo o tempo ou o tem para sempre.

A tragédia polaca recorda-nos isso da forma mais brutal.

A Polónia, país mártir, sofre uma nova catástrofe nacional e por um capricho do destino  em solo russo.  “É um sítio maldito”, disse o antigo Presidente, Aleksander Kwasniewski. “Dá-me arrepios na espinha. Primeiro a elite da Segunda República polaca é assassinada na floresta de Smolensk, agora a elite intelectual da Terceira República morre neste acidente trágico. Esta é uma ferida que vai ser muito difícil de curar.”

Este domingo Varsóvia era uma igreja. O vasto vazio desaguou em flores, velas e lágrimas. Uma forma de domesticar a morte.


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