Quando o silêncio mata e o sexo é uma arma

Ainda a propósito do Congo. Um filme que é uma  lancinante interrogação sobre a natureza humana e um testemunho inesquecível.

Filmado na República Democrática do Congo , em 2006,  este documentário de Lisa F. Jackson conta as histórias de  sobreviventes e de violadores.  É  uma discrição objectiva, serena, contida, comovente, do dia-a-dia das mulheres na RDC, que tentam não se esquecer que são humanas.

Este filme poderoso  retrata a violação como arma de guerra e dá um rosto e uma voz às mulheres e meninas  que doutra forma nunca seriam ouvidas. Devolve-lhes  uma réstea de dignidade.

 Em “Se isto é um homem”  Primo Levi escreveu, a propósito de  Auschwitz, “a nossa sabedoria era não procurar entender, não pré-figurar o futuro, não nos atormentarmos acerca de como e de quando tudo acabaria: não fazer perguntas aos outros nem a nós próprios.”

Essa é sabedoria das mulheres do Congo no seu Holocausto diário. Nós não podemos abandoná-las porque o silêncio mata.


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