Dia da mulher visto por homens IV

(Cá vai ele, ainda que com um considerável atraso; são breves palavras escritas no metro)
Em 365 anuais, um dia da? para? sobre? como? Mulher pode bem ser uma tautologia, um círculo fechado sobre si mesmo, um dédalo típico da ficção científica.
Pode se:
  • nos fecharmos no mundo dos direitos adquiridos
  • tomarmos para nós, como óbvio e imediato, o que em larga escala não o é para milhões
  • a cartografia igualitária for desenhada à imagem e semelhança do que apenas supomos
  • for apenas lido como vã celebração institucional, para escoar orçamento e souvenirs
Celebração ou Empenho? Um dia não será tanto o seu nome, mas o que fazemos com ele. Em rigor, poderá bem ser a forma como dele cuidamos nos restantes 364.

Paulo Nuno Vicente
journalist | documentarist | phd student


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