As estatísticas, ai as estatísticas

A Lusa publica hoje uma notícia que refere que Portugal está acima da média mundial no número de mulheres no Parlamento. Pensei, eis uma boa notícia. Finalmente estamos à frente de qualquer coisa positiva.  Mas como dizem os alemães o diabo esconde-se no detalhe . Leia-se com atenção.

 “O estudo “Mulheres na Política 2010”, publicado pela União Interparlamentar e Divisão da Promoção da Mulher das Nações Unidas, foi divulgado esta semana na 54ª sessão da Comissão da Condição da Mulher da ONU.
Os dados síntese, disponíveis no portal da União Interparlamentar, revelam que Portugal, com 27,4 por cento de representação feminina no Parlamento, ultrapassa a média mundial de 18,8 por cento, sendo apenas batido pelos países nórdicos, que têm 42,1 por cento de mulheres em cargos parlamentares.

No que toca às mulheres à frente de ministérios, Portugal, com 31,3 por cento de representação feminina, supera países do G8 como o Japão (11,8 por cento), a Rússia (16,7), a Itália (21,7), o Reino Unido (22,6), a França (26,3) e o Canadá (29,7), ficando atrás dos Estados Unidos e da Alemanha (ambos com 33,3 por cento).

Portugal está apenas em pé de igualdade com a Gâmbia, a Grécia e a Guiana.

O mapa mundial da mulher na política 2010, com estatísticas de Janeiro, inclui no “top 10” dos países com maior representação feminina nos parlamentos o Ruanda, à cabeça, seguido da Suécia, da África do Sul, de Cuba, Islândia, Holanda, Finlândia, Noruega, Moçambique e Angola. ”

Palavras para quê.


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