Obdalai

 “Somos um quinto da humanidade. Digo-o com humildade mas creio que a China merece ser escutada sobre a forma como o mundo deve ser dirigido”, as palavras são do chefe da Diplomacia chinesa, Yang Jiechi, e foram proferidas no inicio de Fevereiro na Conferência de Segurança de Munique.

Fotomontagem de origem desconhecida que circula entre a comunidade tibetana no exílio.

Existe hoje na China uma corrente nacionalista forte que defende que o país já é uma grande potência e que deve agir como tal, respondendo taco a taco às decisões contrárias aos seus interesses. Esta corrente é reforçada, por um lado, pela forma como a China emergiu da crise económica mundial – tendo sido muito menos afectada do que outros países – e por outro, pelas crescentes tensões sociais internas. Um país embalado pelas “virtudes” de um capitalismo selvagem e pelo desrespeito dos direitos humanos.

 No ano do Tigre a política externa chinesa tornou-se mais assertiva, menos cooperante no Irão, mais ameaçadora para os países vizinhos.

Ao receber nesta quinta-feira o Dalai Lama  , Barack Obama poderá fazer uma séria de correcção de curso  na sua política para com a China . Em Novembro o presidente recusou encontrar-se com  o líder espiritual tibetano antes de partir para a China. Obana queria conquistar Pequim para uma série questões políticas que lhe eram queridas: as negociações climáticas, a reavaliação do yuan, o comércio bilateral, o Irão. A estratégia  de sedução não funcionou: a China sabotou um acordo climático em Copenhaga e ameaça retaliar com tarifas aduaneiras o proteccionismo norte-americano. E quanto ao Irão mantém a postura inflexível que lhe é característica.

 Depois de ter parecido dar prioridade a melhores relações com regimes repressivos do que aos direitos humanos – “os direitos não devem interferir com a cooperação noutras matérias“, afirmou Hillary Clinton há apenas um ano na China, – , o Nobel da Paz,  tem a oportunidade de inflectir agora. Terá Obama a coragem de criticar abertamente a repressão e denunciar os abusos dos direitos humanos no Tibete?

 Dois artigos interessantes:

http://www.economist.com/world/united-states/displaystory.cfm?story_id=15535814

http://online.wsj.com/article/SB10001424052748704431404575068510509110420.html


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