Naquelas resoluções que se fazem no Ano Novo decidi ter um estilo de vida mais saudável, por mais vezes os pés no ginásio e não só para tomar cappucino. Não fora um encadeamento de pormaiores. Eu explico: os horários na rádio são tramados (se o meu chefe estiver a ler isto: please navegar para outro blog ou para a página do Der Spiegel). Desde Fevereiro que ando em viagens, love it, nothing to complain. Pousar o olhar sobre a agenda revela-me um regresso breve à Amazónia, outro a África. Life is so fair e o ginásio so far. E depois há a teen com as hormonas aos saltos, a pré-adolescente hiperactiva e o cão de trela na boca implorando por um passeio mal desligo o motor.
Mas, a verdade verdadinha, Freud explica, o que me facilita a opção por me estender no sofá em vez de suar e pular no ginásio é a irritaçãozinha com a noção oficiosa de beleza da Elle e afins: magra igual a bem sucedida. Como se uma mulher se reduzisse a umas pernas esguias, aos batons, às dietas e ao domínio perfeito do kamasutra (concedo que bons conhecimentos deste último podem ser muito úteis, adiante). A culpa não me tortura.
A Inês Pedrosa escreveu uma vez que com os critérios de elegância em curso até a Marilyn teria de fazer uma dieta ou suar as estopinhas para limpar a sensual barriguinha. Serei magra na minha próxima reencarnação*. Se não for jornalista.
* Se me for permitido mais um desejo quero escrever como a Inês Pedrosa

Uma resposta a O ginásio, ai o ginásio…