Os guineenses vivem o desconforto do perigo e ele é real. Breve apontamento da demência.
Leio no Facebook, no perfil de um cooperante, que no Hospital Simão Mendes em Bissau falta combustível para as ambulâncias e para os geradores. Há cortes constantes de electricidade. Duas pessoas morreram esta madrugada nos cuidados intensivos porque o pessoal médico não consegue chegar ao hospital. Os doentes e o pessoal do Hospital estão sem alimentação desde sexta-feira. E os mortos não podem ser enterrados porque as ambulâncias estão sem combustível para devolver os corpos às famílias.
* A frase que serve de título é de Pedro Rosa Mendes
PS- Quem conhece o Simão Mendes, um hospital que é um soco no estômago, onde falta tudo, sabe que a ausência do pouco que há pode ser a linha ténue que agarra a vida.
Eu conheci o Hospital Simão Mendes.
É mais do que um enorme soco no estômago.
Tanta gente que se esforçou por fazer alguma coisa e tentar minorar o sofrimento….em vão.
Recordo como se fosse hoje do 1ª ida …os cheiros,os gemidos contidos,as mães deitadas no chão.
Não consegui conter as lágrimas.
E hoje uma vez mais.
Obrigado por dar a conhecer MAIS do que os « media » veículam…..poucochino,contraditório e demasiado « filtrado ».
O cheio e o sofrimento iimpregnou-se-me debaixo da pele . E a dignidade dos profissionais de saúde que lá conheci.
Poxa, e a gente reclama da vida…que tristeza!